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Contexto

No início da era cristã, Roma domina definitivamente a Hispânia: impõe o latim como língua oficial e unifica a província com moeda, direito, padrões de peso e medidas, e calendário. Augusta Emerita (Mérida) torna-se a capital da Lusitânia.

Arquitectura

Termas de conímbriga.jpg

Ruínas de Termas Romanas em Conímbriga


As primeiras realizações urbanísticas são elaboradas através do tratado de Vitrúvio, determinando a escolha do lugar, a construção de muralhas, a organização e localização dos edifícios públicos, embora ficassem condicionados pelas pré-exigências dos povoados da Idade do Ferro e pela morfologia do terreno. O fórum é o centro vital da cidade romana, era um lugar de comércio, culto, administração e justiça, dinamizando toda a vida urbana. Os romanos impuseram leis, culto e a língua do Império aos povos romanizados, respeitando as tradições e os cultos locais, reflectindo-se na arquitectura religiosa provincial. A construção de termas, ou balnea, é um fenómeno urbano na expansão do Império. Cumprindo naturais funções sanitárias e higiénicas, os balnea eram uma instituição social. As infra-estruturas e a distribuição funcional seguem o modelo romano: atria (entrada), apodyteria (vestiários), unctoria (salas de massagem), lacónica (sauna), natationes (piscina), caldaria (tanques de água quente), tepidaria (água morna) e frigidaria (área da água fria). O aquecimento fazia-se atraves do hypocaustum (fornalha subterrânea) e das suspensurae (canalizações). Existem escassos vestígios de edifícios ligados ao espectáculo, os circos e os estádios em Balsa (Tavira) e Miróbriga, anfiteatros em Conímbriga, Bobadela (Oliveira do Hospital), Chaves e Braga. O único teatro conhecido situa-se em Olissipo (Lisboa) e foi construído na época de Nero, c. 57 d.C. Na arquitectura doméstica podemos encontrar a insula e o domus. A forma mais antiga de residência urbana é a insula, ou “caso do átrio”, por distribuir as suas divisões em torno de um espaço central aberto com o impluvium. Esta tipologia evolui para o domus, ou “casa de peristilo”, por organizarem os seus espaços em torno de um atrium/peristylum porticado e ajardinado, que constitui o centro da casa. A construção de estradas, aquedutos e pontes constituíram vectores de desenvolvimento dos territórios e de humanização das paisagens e ficaram como testemunhos da capacidade técnica e do sentido estético da civilização romana. Exemplos dessas construções são as pontes de Ponte de Lima, de Chaves, da Assureira (Castro Laboreiro), de Vila Ruiva (Cuba) e o aqueduto de Conímbriga.

Escultura

A escultura era uma presença constante em todos os espaços, quer públicos, quer privados. A maior parte dos achados resultam da produção local e da importação de Itália. Atingindo o seu auge entre os séc. I e III d.C., a escultura privilegiou a representação de retratos imperiais ou divindades e figuras mitológicas que eram colocados nos fóruns, templos, teatros e casas.


Decoração

Pavimento revestido a mosaicos conimbriga.jpg

Pavimento Revestido a Mosaicos em Conímbriga

Na decoração, o mosaico era usado para decorar as superfícies, como pavimentos e paredes. As figurações tratavam-se temas mitológicos, marinhos ou animais e os motivos decorativos eram geométricos ou vegetais.

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